«Não não sou Jay...» 
«Porque dizes isso Anita?» disse revoltado, surpreendido e um pouco magoado.
«É ela...A outra é que está destinada a ser a tua única» 
«Não digas disparates Annie, eu gosto é de ti, não dela» - Anita estava a olhar para baixo - «Hey, olha para mim, - olhou - , não digas essas coisas esta bem?» 
«Mas Jay, eu tenho a certeza» 
«Annie... explica-me isso» 
«Eu devia ir andando Jay...as pessoas podem ver-me» 
«Não está aqui ninguém - ri-se -, não tenhas medo»  

Ficaram aninhados um no outro durante o máximo de tempo que puderam, Anita e Jay ainda eram os melhores amigos mesmo tendo um sentimento mais forte do que amizade, um pelo o outro. Jay ficou a pensar no que Anita disse: A outra é que está destinada a ser a tua única, estas palavras flutuavam na cabeça de Jay e pareciam não desaparecer. 

«Não penses mais nisso, Jay» 
«Annie, existe alguma hipótese de voltares ao normal?» perguntou, mudando de assunto. 
«Existe» Jay que estava deitado com Anita na areia, sentou-se e o amor apoderou-se de si. 
«Então volta, podíamos ficar juntos!» 
«Não é assim tão fácil, paguei o preço de te deixar para me tornar nisto - apontando para a cauda azul esverdeada - e agora teria de pagar outro grande preço, para voltar ao normal» 
«Só te tenho a ti» 
«Não, não tens Jay, tu sabes isso melhor que ninguém. Não faças isso» 
Jay começou a chorar, abraçou-a e disse «Não vás, por favor fica» 
Anita passou a mau pelo seu cabelo sedoso, preto e curto, sorriu-lhe, olhou nos olhos de Jay e disse «Vai tudo melhorar, eu prometo-te, basta continuares assim, bem sem mim como fizeste» 
«Mas An.. » - Anita interrompeu-o - «Nada de mas», beijou-o nos lábios, nas bochechas, no nariz e na testa. Jay sorriu, abraçou-a e fez-lhe o mesmo. Anita agora tinha desaparecido por entre as ondas da manhã de inverno e Jay ficou a observá-la o máximo que pode até o seu rasto se misturar com o mar.

Lara pensava no sorriso de Henry que antes lhe parecia tão verdadeiro e bondoso, e agora no final ele é aquele monstro. Era impossível não lhe passar pela cabeça que ela não seria boa o suficiente que ele teria de se tornar assim, mas realmente ninguém merece um rapaz daqueles. A tal ideia logo saiu da sua cabeça. Sophie não queria deixar Lara sozinha e mesmo sabendo que o assunto rapazes não eram os melhores, não conseguiu evitar perguntar-lhe o que achou do novo miúdo, o Jay.

«Pareceu-me porreiro» disse Lara tentando mostrar-se desinteressada.
«Lara, vá lá, admite duma vez que gostaste dele»
«Hey, não se gosta duma pessoa assim do nada sabes?»
«Vocês gostaram, e isso ainda vai dar que falar, escreve o que eu digo»
«Em letras grandes» disse por fim.

Ela não tinha uma ideia definida de Jay, achava-o um rapaz tímido que no fundo era um mundo novo por descobrir, mas também um rapaz que pode ser o pior do mundo só por ter um sorriso apaixonante na cara e uns olhos cinzentos que podem hipnotizar alguém para fazer o que ele deseja. 

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